O Ministério Público do Paraná denunciou três homens pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e destruição de cadáver no caso da morte de Ezequiel José Ferreira, registrada em 21 de maio deste ano, em Guarapuava.
Conforme a denúncia apresentada pela 12ª Promotoria de Justiça, o três denunciados teriam atuado em conjunto na agressão que resultou na morte da vítima. Segundo o Mini stério Público, Ezequiel foi atingido por diversos golpes com pedaços de madeira, principalmente na região da cabeça, sofrendo graves fraturas cranianas e traumatismo cranioencefálico, apontado como a causa da morte.
A acusação sustenta que o crime foi cometido com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, circunstâncias que qualificam o homicídio.
Ainda de acordo com a denúncia, após o assassinato os três denunciados teriam retirado as roupas da vítima e transportado o corpo até uma linha férrea no Bairro Alto Cascavel. O objetivo, segundo o Ministério Público, seria simular um atropelamento ferroviário para dificultar a investigação e ocultar os verdadeiros responsáveis pelo crime.
A peça acusatória relata que o corpo foi colocado sobre os trilhos e posteriormente atingido por uma composição ferroviária, o que provocou mutilações e outras lesões identificadas como posteriores à morte, conforme apontado pelo laudo de necropsia.
Diante dos fatos, o Ministério Público denunciou os três investigados pelos crimes de homicídio qualificado, fraude processual e destruição de cadáver. O órgão também requereu à Justiça a fixação de indenização mínima de R$ 50 mil por danos morais à família da vítima.
O que diz a Defesa:
Em nota encaminhada à imprensa, os advogados Miguel Nicolau Junior, Elizanne Marcondes Soares e Felipe Colman Bahls informaram que irão contestar a narrativa apresentada pela acusação durante a tramitação do processo.
Segundo a defesa, um dos denunciados não teve qualquer participação no homicídio e foi citado como autor apenas em razão da existência de outro processo criminal em andamento.
Os advogados afirmam que buscarão demonstrar, ao longo da instrução processual, a ausência de envolvimento de seu cliente nos fatos investigados.
O caso seguirá agora para análise do Poder Judiciário, que decidirá sobre o recebimento da denúncia e a continuidade da ação penal pelo rito do Tribunal do Júri.

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