José Adilson Rodrigues dos Santos, o Maguila, uma das maiores lendas do boxe brasileiro, morreu nesta quinta-feira (24), em São Paulo, aos 66 anos. O ex-peso-pesado sofria de encefalopatia traumática crônica, conhecida como demência pugilística, causada pelas sucessivas pancadas na cabeça durante os 17 anos de carreira. O diagnóstico foi confirmado em 2013, e nos últimos anos Maguila lutou contra as complicações da doença.
A morte do ex-boxeador foi confirmada por sua esposa, Irani Pinheiro, em entrevista à TV Record. “Ele ficou 28 dias internado. Procuramos não falar com a imprensa porque priorizamos cuidar da nossa família. Maguila estava há 18 anos com encefalopatia traumática crônica. Há 30 dias, descoberto um nódulo sem ventilação. Ele sentiu fortes dores no abdômen, retirou dois litros de líquido dos pulmões, mas não conseguiu fazer a biópsia”, relatou Irani.
Maguila nasceu em 11 de julho de 1958, em Aracaju, e construiu uma carreira marcante no boxe. Ao longo de 85 lutas, conquistou 77 vitórias, sendo 61 por nocaute, sofreu sete derrotas e teve um empate técnico. Entre os títulos mais expressivos estão os campeonatos brasileiros, sul-americanos e o Mundial da WBF (Federação Mundial de Boxe). Sua trajetória levou a duelos memoráveis contra grandes nomes do boxe internacional, como Evander Holyfield e George Foreman.
Além de seus feitos no ringue, Maguila também ficou conhecido por seu carisma e entrevistas folclóricas, que conquistaram o público brasileiro. Sua morte marca o fim de uma era para o esporte no Brasil, deixando um legado de conquistas e histórias no boxe.

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