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Documentos obtidos pela Gazeta revelam novos detalhes do feminicídio que chocou Guarapuava
Guarapuava

Documentos obtidos pela Gazeta revelam novos detalhes do feminicídio que chocou Guarapuava

Boletim traz informações inéditas e oficiais sobre a cena do crime, o relato das testemunhas e a rápida prisão do principal suspeito

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A Gazeta Guarapuava teve acesso, com exclusividade, ao boletim de ocorrência elaborado pela Polícia, documento que revela novos detalhes sobre o feminicídio registrado na madrugada deste domingo (28), no bairro Boqueirão, em Guarapuava.

A vítima, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida dentro da residência onde morava. Conforme o documento, equipes do Samu ainda realizaram manobras de reanimação, mas ela não resistiu aos diversos ferimentos provocados por golpes de faca.

Cena encontrada pelos policiais

Segundo o boletim, ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram a casa completamente revirada, com diversos vestígios de sangue espalhados pelos cômodos. Durante a averiguação, também foi localizada uma faca com aparentes marcas de sangue, que permaneceu preservada para os trabalhos da Polícia Científica.

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O médico que atendeu a ocorrência constatou que a vítima apresentava múltiplas perfurações provocadas por arma branca em diferentes regiões do corpo. Apesar dos esforços da equipe médica, o óbito foi confirmado ainda no local.

Testemunhas relataram frase dita pelo suspeito

Um dos pontos mais relevantes do documento obtido pela Gazeta são os depoimentos das testemunhas que moram em frente à residência.

Elas afirmaram ter ouvido gritos e perceberam intensa movimentação durante a madrugada. Segundo os relatos prestados à Polícia Militar, o companheiro da vítima, foi visto deixando o imóvel logo após as agressões.

Ainda de acordo com as testemunhas, antes de fugir, o suspeito teria dito:

"Deixe ela lá dentro que morra."

A frase consta nos depoimentos colhidos pela Polícia e integra o material encaminhado à investigação.

Vizinha tentou prestar socorro

Outra informação inédita revelada pelo boletim é que uma vizinha tentou entrar na residência para socorrer Suelen.

Ao tentar abrir a porta, ela sofreu um corte na mão esquerda e não conseguiu acessar o imóvel. Mesmo do lado de fora, relatou ter visto a residência completamente revirada e com grande quantidade de sangue.

A testemunha informou ainda possuir câmeras de monitoramento voltadas para a rua. As imagens poderão auxiliar a Polícia Civil na reconstrução da dinâmica dos fatos.

Prisão ocorreu pouco depois do crime

Após receber as informações das testemunhas, equipes da Polícia Militar emitiram um alerta para as viaturas da região, informando as características do suspeito e do veículo utilizado na fuga, um Volkswagen Gol vermelho.

Pouco tempo depois, uma equipe do Choque localizou o automóvel nas proximidades do Bar do Argentino. o Suspeito foi abordado, reconhecido pelas testemunhas e preso em flagrante, sendo encaminhado à Delegacia da Polícia Civil.

Homem apresentou versões contraditórias

O boletim também revela que um primo do suspeito, que estava na residência durante a ocorrência, apresentou diferentes versões sobre o que havia acontecido.

Segundo a Polícia Militar, as informações eram contraditórias e incompatíveis com os demais elementos encontrados no local. Diante da situação, ele também foi encaminhado à delegacia para prestar esclarecimentos.

Investigação continua

A Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer toda a dinâmica do crime e concluir o inquérito. O material pericial produzido pela Polícia Científica, os depoimentos das testemunhas e as imagens de monitoramento deverão integrar a investigação.

A Gazeta continuará acompanhando o caso e divulgará novas informações assim que forem oficialmente confirmadas pelas autoridades.

Nota dos advogados da Família.

Infelizmente, registra-se mais um caso de feminicídio. Desta vez, uma mãe que deixa três filhos e uma família marcada por uma dor irreparável.

Mais uma vez, a sociedade falhou. Cada vida interrompida por essa violência representa uma derrota coletiva e reforça a necessidade de um compromisso permanente com a proteção das mulheres.

Fomos constituídos pela família de Suelen para atuar neste caso e, dentro das atribuições que nos foram confiadas, trabalharemos com firmeza, responsabilidade e dedicação na busca da verdade e da justiça, honrando a memória de Suelen e defendendo os direitos de seus familiares.

Geovana Küster, Aline Camargo, Jean Campos, Thiago Rodrigues,

 

FONTE/CRÉDITOS: Gazeta Guarapuava
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Redes Sociais

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