Imagens registradas por câmeras de segurança de uma conveniência em Guarapuava mostram parte da confusão envolvendo Gustavo Mendes Scheller, de 29 anos, seu pai, Nery Scheller, 58, e Diego Lenon Kuss da Silva, morto em agosto deste ano. O vídeo, que integra o inquérito policial, foi analisado pela defesa — que contesta pontos apresentados pelo Ministério Público na denúncia por homicídio qualificado.
Segundo o advogado de defesa, Dr. Jean Campos, o início da gravação mostra o momento em que ocorre o atropelamento da vítima. Em seguida, pessoas que estavam na frente da conveniência se aproximam do carro, iniciam uma discussão e passam a agredir Gustavo e Nery.
O advogado explica que, após as agressões, a vítima se levanta e uma nova discussão começa.
“Aos cinco minutos do vídeo, no canto esquerdo, aparece o Sr. Nery, de camiseta laranja. Enquanto isso, o Gustavo tenta entrar no carro, mas as pessoas não deixam. A vítima briga com ele para impedir, mas depois decide dar a volta no carro e entra no banco do passageiro voluntariamente”, afirma Campos.
Ele destaca que esse ponto é central para a defesa:
“O Ministério Público afirma que houve dissimulação, que eles teriam induzido a vítima a entrar no carro. Mas isso não aconteceu. A vítima entrou por conta própria, como mostra o vídeo”, argumenta.
Ainda segundo o advogado, Gustavo só percebe que quem entrou no carro não era o pai, mas sim a vítima, após olhar para o lado. A partir disso, os dois iniciam uma discussão, momento em que — conforme a defesa — Nery retorna à cena.
“Eles não estavam com a chave do carro porque o pessoal tinha pego. O Sr. Nery desce a rua com o carro fora do alcance da câmera.
A defesa afirma que, logo depois, ocorre uma nova briga.
" O rapaz de costas no chão. Uma testemunha viu e ouviu. As câmeras não filmam esse ponto, mas registram o áudio. Em um dos trechos, alguém diz: ‘ele morreu, não era para matar’”, relata.
Segundo Campos, após perceberem que a vítima estava sem vida, os dois entraram em desespero.
Eles nunca passaram por algo assim, ficaram desesperados.
A defesa ressalta que o caso precisa ser analisado com cautela:
“Todos estavam bêbados — inclusive a vítima. Agora temos uma situação muito complexa”.
A defesa reforça que Gustavo e Nery se apresentaram espontaneamente e afirmam que irão provar sua versão no decorrer do processo.
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