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Sabado, 04 de Abril de 2026
Famílias contestam versão da PM sobre confronto com três mortos em Guarapuava

Guarapuava

Famílias contestam versão da PM sobre confronto com três mortos em Guarapuava

Pai de um dos jovens afirma que estava no local e nega troca de tiros; esposas pedem esclarecimento e justiça

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Familiares de dois, dos três homens mortos durante uma operação da Polícia Militar na Estrada do Guabiroba, em Guarapuava, contestam a versão oficial de confronto armado divulgada pela corporação. O caso ocorreu na manhã do dia 31 de março e terminou com as mortes de Cleiton Marciano da Silva, Pedro Henrique Andrade Ferreira e Luiz Henrique Ribas.

O pai de Cleiton, Clair da Silva, afirma que estava nas proximidades no momento da ação e relata uma dinâmica diferente da apresentada pela polícia. Segundo ele, ao chegar ao local, encontrou um grande número de policiais armados e foi rapidamente abordado.

“Não deu tempo de nada. Me tiraram do carro,  e me levaram para outra casa. Eu escutava eles gritando por ajuda e os tiros acontecendo”, afirmou. Ele alega que o o filhos e os outros envolvidos não tiveram chance de se render. “Eu pedi para não matarem, para prenderem. O serviço deles é prender, não matar”, disse.

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Clair também questiona a existência de confronto, alegando que não havia armamento suficiente para uma troca de tiros com a polícia. “Falam em confronto, mas o que tinha aqui não dá confronto com fuzil. Isso foi um massacre”, declarou. Ele ainda nega a presença de drogas no local e afirma que os homens estavam trabalhando em uma construção.

A esposa de Cleiton, Luciane, também pede esclarecimentos sobre o caso. Ela contesta informações sobre o horário da ocorrência. “Disseram que foi por volta das seis da manhã, mas às nove horas ele ainda estava online. Quero que mostrem o que realmente aconteceu”, afirmou.

Já Maria Eduarda, esposa de Pedro Henrique Andrade Ferreira, questiona a versão de que houve troca de tiros. Segundo ela, o marido teria sido atingido dentro do carro. “Como que ele confrontou a polícia se morreu no primeiro tiro? Eu só quero justiça e entender o que aconteceu”, disse. Ela também relatou ter recebido uma mensagem do marido por volta das 9h, o que, segundo ela, entra em contradição com o horário inicialmente divulgado.

As famílias pedem transparência nas investigações e cobram a divulgação de provas que esclareçam a dinâmica da ocorrência. A Polícia Militar informou anteriormente que os suspeitos reagiram à abordagem e efetuaram disparos contra as equipes, o que resultou no confronto.

A reportagem entrou em contato com a corporação, mas no dia de hoje não havia oficial disponível para comentar o caso.

 
 
 
 
 
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FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Gazeta Guarapuava
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