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Justiça torna primo réu pela morte do vereador José Neuri da Silva, em Goioxim
Policial

Justiça torna primo réu pela morte do vereador José Neuri da Silva, em Goioxim

Denúncia do Ministério Público foi recebida pela Justiça nesta segunda-feira (26); vítima morreu em julho de 2025 e, segundo o laudo de necropsia, foi morta por estrangulamento. Acusado também responde por duas supostas fraudes processuais.

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A Justiça recebeu, nesta segunda-feira (26 de outubro), a denúncia do Ministério Público do Paraná contra D. J. S., primo do vereador José Neuri da Silva, de Goioxim, morto em julho de 2025. Com o recebimento da denúncia, o investigado passa à condição de réu em uma ação penal que apura o homicídio qualificado por asfixia e duas supostas fraudes processuais.

A informação foi divulgada pelo escritório Advocacia Nicolau, que representa a família da vítima. Conforme a nota dos advogados, a denúncia foi oferecida pelo Ministério Público no dia 20 de outubro e recebida pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Cantagalo.

Segundo a acusação, José Neuri foi morto por asfixia mecânica, provocada por estrangulamento, em uma área de mata na zona rural, na divisa entre os municípios de Goioxim e Cantagalo, em 22 de julho de 2025.

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O laudo de necropsia do Instituto Médico-Legal apontou lesões compatíveis com asfixia, incluindo hemorragia nos músculos profundos do pescoço, fratura do osso hioide e petéquias nos pulmões. A conclusão pericial mudou o rumo do caso, cuja morte havia sido inicialmente divulgada como decorrente de um mal súbito.

Acusação inclui fraudes processuais

Além do homicídio qualificado, o Ministério Público atribui ao réu duas supostas fraudes processuais. De acordo com a denúncia, ele teria alterado a cena do crime e apagado registros de comunicações de seu aparelho celular, com o objetivo de induzir a erro a Justiça e a perícia.

As acusações ainda serão analisadas ao longo do processo judicial. O recebimento da denúncia significa que a Justiça considerou presentes elementos suficientes para dar início à ação penal, mas não representa uma condenação.

Conforme a nota dos advogados, o juízo determinou a citação do réu para apresentar resposta à acusação no prazo de dez dias.

Por se tratar de um crime doloso contra a vida, o caso poderá ser submetido ao Tribunal do Júri, após a conclusão da primeira fase do processo, conforme os procedimentos previstos na legislação.

Justiça torna primo réu pela morte do vereador José Neuri da Silva, em Goioxim
Justiça torna primo réu pela morte do vereador José Neuri da Silva, em Goioxim

Investigação mudou rumo do caso

A morte de José Neuri da Silva causou comoção em Goioxim e na região Centro-Sul do Paraná. Na ocasião, o vereador estava caminhando em uma área de mata acompanhado do primo, quando morreu.

CONFIRA AQUI A REPORTAGEM DA ÉPOCA

Inicialmente, a ocorrência foi comunicada como um possível mal súbito. Entretanto, os exames periciais e as investigações conduzidas pela Polícia Civil apontaram indícios de homicídio.

Desde então, a família acompanha o caso e busca o esclarecimento das circunstâncias da morte. Com o recebimento da denúncia, a expectativa é de que os fatos sejam examinados no âmbito judicial e que as responsabilidades sejam apuradas.

Na manifestação divulgada nesta segunda-feira, o escritório Advocacia Nicolau afirmou que continuará acompanhando o processo ao lado do Ministério Público, na condição de representante da família da vítima, contribuindo para a produção de provas e buscando a responsabilização penal, caso as acusações sejam comprovadas, além da reparação dos danos causados à família.

Os advogados também agradeceram o trabalho da Polícia Civil do Paraná, da Polícia Científica e do Ministério Público. A família declarou confiar na Justiça e pediu respeito à sua dor e à sua privacidade.

O processo tramita sob segredo de Justiça. Por esse motivo, o escritório informou que não divulgará outros detalhes dos autos.

A matéria produzida pela Gazeta Guarapuava possui autorização da família que pede por justiça.

O espaço para manifestação da defesa do réu permanece aberto.

FONTE/CRÉDITOS: Gazeta Guarapuava
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Arquivo

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