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Música gaúcha de luto: Gildinho, fundador de Os Monarcas, falece aos 82 anos
Brasil

Música gaúcha de luto: Gildinho, fundador de Os Monarcas, falece aos 82 anos

Patrono dos Festejos Farroupilhas em 2013, ele lutava contra o câncer há mais de 20 anos

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Neste sábado,11 de janeiro, o Rio Grande do Sul e o Brasil perderam uma de suas maiores referências culturais. Nésio Alves Corrêa, conhecido como Gildinho, fundador do icônico grupo Os Monarcas, faleceu aos 82 anos após uma longa batalha contra o câncer. Reconhecido por seu legado na música tradicionalista, ele será velado neste domingo (12) em Erechim, cidade que acolheu grande parte de sua trajetória.

Nascido em Soledade, em 18 de janeiro de 1942, Gildinho cresceu em uma família humilde e herdou do pai, acordeonista, o amor pela música regional. Sua jornada artística começou cedo, quando, aos 19 anos, mudou-se para Erechim e iniciou o programa radiofônico "Amanhecer no Rio Grande". A iniciativa ganhou popularidade, o que o levou a animar bailes locais e formar, ao lado de seu irmão Chiquito, o embrião do grupo Os Monarcas.

Um legado cultural imensurável

Oficialmente fundado em 1972, o conjunto Os Monarcas se tornou um dos maiores ícones da música gaúcha, com uma discografia impressionante de 51 álbuns e dez discos de ouro. Gildinho, além de músico, foi professor de acordeon, transmitindo seu conhecimento para uma nova geração de artistas e preservando ritmos como o xote, a vaneira e o bugio.

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O Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), em nota, lamentou a perda e destacou o impacto de Gildinho na cultura regional. “Ele foi uma figura fundamental para a música gaúcha e para a preservação das tradições do Rio Grande do Sul. Seu talento deu identidade ao grupo Os Monarcas, que marcou gerações e levou nossa cultura aos palcos do Brasil e do mundo”, afirmou o MTG.

Patrono e referência cultural

Em 2013, Gildinho foi reconhecido como patrono dos Festejos Farroupilhas do Rio Grande do Sul, consolidando seu papel como guardião das tradições gaúchas. Seu trabalho como músico e educador contribuiu para manter viva a essência da música regional, servindo de inspiração para inúmeros artistas e admiradores.

A morte de Gildinho encerra uma era, mas deixa um legado eterno para a música tradicionalista gaúcha. Sua história, marcada por paixão, talento e dedicação, continuará ecoando nos acordes e melodias que ajudou a perpetuar, mantendo viva a alma do Rio Grande do Sul.

FONTE/CRÉDITOS: Com Portal Arauto
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Foto: Redes Sociais
Alex Chimiloski

Publicado por:

Alex Chimiloski

Repórter com experiencia de mais de dez anos em TV. Atuou em Guarapuava na Rede Humaitá como repórter e apresentador. Redetv Mais, como repórter e apresentador. Jornalismo Digital pela Uniasselvi.

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