A criatividade, o empreendedorismo e a inovação foram protagonistas nesta quarta-feira (2), durante a Jornada InovaTech, com a realização da final do programa Geração Inovadora, apoiado pela Prefeitura de Guarapuava, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação.
Mais do que desenvolver ideias, o programa proporcionou aos estudantes a oportunidade de conhecer o universo do empreendedorismo, aprimorar habilidades e transformar propostas em projetos. Ao longo da jornada, os participantes trabalharam competências como criatividade, comunicação, liderança, autonomia, trabalho em equipe e resolução de problemas, além de aprenderem a estruturar e apresentar suas ideias.
Ao todo, cerca de 450 estudantes do Ensino Médio participaram do programa. Após as etapas de desenvolvimento e mentorias, 60 estudantes chegaram à final e apresentaram seus projetos para uma banca avaliadora, que definiu os três primeiros colocados.
A classificação ficou assim:
1º lugar – Projeto Entre Caminhos
Colégio Estadual Padre Chagas – 5 estudantes
2º lugar – Projeto INFORBUS
Colégio Estadual Cristo Rei – 4 estudantes
3º lugar – Projeto FalaPuava
Colégio Nossa Senhora de Belém – 5 estudantes
Projetos que buscam transformar ideias em soluções
Para a coordenadora pedagógica do Projeto Geração Inovadora, Denize Holzer, os projetos desenvolvidos ao longo da jornada se destacam por partirem de problemas reais e buscarem soluções criativas, viáveis e com potencial de impacto social. “Os projetos são considerados inovadores porque partem de problemas reais da nossa cidade e os estudantes buscam soluções criativas, viáveis e com potencial de impacto social. O diferencial está justamente em transformar o conhecimento desenvolvido no decorrer das mentorias em propostas que podem contribuir para melhorar situações do cotidiano”, explicou.
O projeto vencedor, Entre Caminhos, desenvolvido por cinco estudantes do Colégio Estadual Padre Chagas, é uma evolução do projeto Tour Guarapuava. A proposta foi criada para valorizar o turismo local por meio de uma solução digital que reúne informações sobre a cidade, pontos turísticos e roteiros.
A iniciativa também busca contribuir para que os turistas conheçam Guarapuava a partir de seus aspectos históricos e culturais.
“Um dos projetos desenvolveu o protótipo de um aplicativo que ajuda os turistas a conhecer Guarapuava de um ângulo histórico e cultural”, destacou Denize.
O INFORBUS, segundo colocado, foi desenvolvido por quatro estudantes do Colégio Estadual Cristo Rei e propõe uma solução digital voltada ao transporte público. A ideia é reunir em um aplicativo informações sobre pontos de parada, linhas, trajetos, horários e localização dos ônibus, facilitando o acesso às informações e contribuindo para o deslocamento de estudantes, trabalhadores e demais usuários do transporte coletivo.
Já o FalaPuava, terceiro colocado, foi desenvolvido por cinco estudantes do Colégio Nossa Senhora de Belém. A proposta busca aproximar a população do poder público por meio de um aplicativo que centraliza informações e canais de comunicação entre a Prefeitura e a comunidade, facilitando o acesso às informações e fortalecendo a comunicação com a população.
Denize também ressaltou a qualidade e a diversidade das propostas apresentadas durante a jornada. “Tem projeto para a área de transporte, tem projeto para a área de mobilidade, tem projeto para deficientes visuais. Nós ficamos muito felizes com a qualidade desses trabalhos”, afirmou.
Possibilidade de incubação
Além do reconhecimento pela classificação, uma das iniciativas poderá avançar para uma nova etapa por meio da aproximação com um dos ambientes de inovação de Guarapuava.
A possibilidade de incubação ainda depende do interesse e da disponibilidade dos ambientes de inovação do município em acolher e acompanhar os projetos. A proposta é aproximar as iniciativas de espaços que possam oferecer mentorias, orientação e estrutura para que os estudantes desenvolvam ainda mais suas ideias. “A possibilidade de incubação ainda depende do interesse dos ambientes de inovação de Guarapuava em acolher e acompanhar os projetos. A ideia é aproximar essas iniciativas dos ambientes que possam oferecer mentorias, orientação e estrutura para que os estudantes desenvolvam ainda mais suas propostas”, explicou Denize.
A coordenadora também destacou que a continuidade das iniciativas precisa considerar as particularidades dos participantes, já que são estudantes do Ensino Médio. “Também precisamos considerar que estamos falando de estudantes do Ensino Médio, o que envolve questões legais e institucionais específicas, além da necessidade de verificar o interesse e a disponibilidade dos próprios estudantes em continuar o projeto nessa nova etapa”, completou.
Desenvolvimento de habilidades
A preparação dos estudantes também foi destacada pela consultora credenciada do Sebrae/PR, Isabelle Cordova, que acompanhou o desenvolvimento dos participantes durante a jornada. “Após sete encontros, é gratificante ver a evolução desses alunos, o nervosismo deles agora, nesse momento de apresentar. Eles se prepararam e, durante esse processo, aprenderam sobre autoconfiança, se conheceram mais, desenvolveram algumas habilidades comportamentais, prepararam o pitch e a apresentação”, explicou.
Para Denize, o resultado do programa vai além da possibilidade de transformar os projetos em iniciativas concretas. Segundo ela, o Geração Inovadora também teve como propósito fortalecer uma cultura empreendedora entre os estudantes e desenvolver competências socioemocionais, as chamadas soft skills. “A intenção do Geração Inovadora já se concluiu com um resultado muito importante: além de desenvolver uma cultura empreendedora nos estudantes, o projeto trabalhou competências socioemocionais, as chamadas soft skills, como criatividade, comunicação, liderança, trabalho em equipe, autonomia, resolução de problemas e capacidade de apresentar e defender suas ideias”, afirmou.
A continuidade das soluções desenvolvidas pelos estudantes, por sua vez, dependerá do interesse e do apoio de diferentes setores. Para que as propostas avancem e possam sair do papel, será necessário o envolvimento de pessoas e instituições dispostas a contribuir com recursos, conhecimento, infraestrutura, mentorias ou oportunidades.
Esse apoio pode envolver o poder público, ambientes de inovação, empresas, instituições parceiras e outros atores da comunidade interessados em contribuir para o desenvolvimento das iniciativas.
Emoção na final
O diretor do Departamento de Inovação e Tecnologia, Max Alexandre dos Santos, também destacou a evolução dos estudantes e a emoção de acompanhar o resultado de todo o processo. “Hoje foi o grande dia. Após vários encontros na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, Cilla Tech Parque, Campo Real e Núcleo Regional de Educação, participamos da banca final e eu confesso que essa foi a primeira vez que me emocionei de verdade avaliando um projeto”, contou.
Segundo Max, acompanhar a transformação das equipes ao longo da jornada tornou a experiência ainda mais significativa.
“Ver o crescimento do pessoal, o que eles desenvolveram desde o início da jornada até agora, principalmente as equipes do Cebeja, foi muito, muito impactante”, completou.
A final do Geração Inovadora encerra uma jornada que aproximou estudantes do universo da inovação e do empreendedorismo, estimulando a criação de soluções para problemas reais e o desenvolvimento de competências que podem contribuir para suas trajetórias acadêmicas e profissionais.
Com a classificação dos três projetos e a possibilidade de aproximação de uma das iniciativas com ambientes de inovação do município, o programa também cria uma ponte entre os estudantes e o ecossistema de inovação de Guarapuava. A partir de agora, as propostas poderão ser avaliadas para identificar possibilidades de continuidade, apoio e desenvolvimento.

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