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Sábado, 29 de Agosto 2026
Agosto Lilás reúne Rede de Enfrentamento para discutir 20 anos da Lei Maria da Penha
Guarapuava

Agosto Lilás reúne Rede de Enfrentamento para discutir 20 anos da Lei Maria da Penha

Encontro reuniu profissionais e representantes da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres para discutir os avanços da legislação, os serviços de proteção e os desafios para os próximos anos

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Nesta quinta-feira (28), a Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres promoveu uma edição especial da Reunião da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, realizada na sala de eventos da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro). A atividade integrou a programação do Agosto Lilás e marcou os 20 anos da Lei Maria da Penha, reunindo profissionais e representantes de órgãos e entidades que atuam na proteção e no atendimento às mulheres em situação de violência.

O encontro promoveu uma mesa-redonda para discutir os avanços proporcionados pela Lei Maria da Penha ao longo de duas décadas, as transformações na rede de atendimento e os desafios que ainda precisam ser enfrentados para garantir proteção e acesso aos direitos das mulheres.

De acordo com a secretária municipal de Políticas para as Mulheres, Laura Vasconcelos, a reunião teve como objetivo também fazer uma reflexão sobre a trajetória da legislação e da própria Rede de Enfrentamento no município. “ Hoje nós estamos reunidos para debater justamente sobre a Lei Maria da Penha e os 20 anos que essa lei tão importante está completando. Nós temos alguns convidados especiais que fazem parte da nossa Rede de Enfrentamento, que foram convidados a debater sobre o antes e o depois da Lei Maria da Penha, os efeitos da lei durante esses 20 anos, todas as evoluções que nós tivemos e também todos os desafios que nós temos pela frente”, destacou Laura.

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A programação também contou com a participação do Núcleo Maria da Penha (Numap), projeto de extensão da Unicentro vinculado à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), que atua no acolhimento e atendimento de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

Segundo a coordenadora do Numap, Marion Regina Stremel, o núcleo oferece atendimento nas áreas de Psicologia e Direito e tem papel importante dentro da rede de proteção. “O Numap, Núcleo Maria da Penha, é um projeto de extensão da Unicentro vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a SETI , e presta serviço de acolhimento às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. E está localizado no Campus Santa Cruz da Unicentro e  conta com serviços da área da Psicologia e do Direito”, explicou.

Marion também ressaltou a importância da reunião para encerrar as atividades do Agosto Lilás e fortalecer o diálogo entre os diferentes serviços que integram a rede em Guarapuava. “Apesar de alguns desafios ainda apresentados pela lei, ela é uma das três melhores leis em relação à proteção à mulher que temos no mundo. O Brasil está junto com a Espanha e o Chile entre os países com uma das melhores leis de proteção. Então encerramos o Agosto Lilás nessa reunião, ainda com debates sobre todos os serviços da rede, todas as entidades e órgãos que compõem a nossa rede em Guarapuava”, afirmou.

Além do acolhimento psicológico, o Numap oferece assistência jurídica para mulheres que estão em situação de vulnerabilidade e sofreram violência doméstica e familiar. O advogado do núcleo, João Carlos Gotargo Corrêa, explicou que uma das principais demandas é a solicitação de medidas protetivas, mas o atendimento também abrange outras questões relacionadas à vida familiar. “Além da área da Psicologia, nós temos os atendimentos jurídicos que se concentram no atendimento a essa mulher que está em situação de vulnerabilidade, sofreu violência doméstica e familiar. Geralmente, a nossa porta de entrada é a confecção das medidas protetivas, para que ela esteja em segurança e possa ser afastada do agressor”, explicou.

Segundo o advogado, a assistência também envolve questões como divórcio, reconhecimento e dissolução de união estável, partilha de bens e demandas relacionadas aos filhos. “Nós também trabalhamos com as ações de família, como o divórcio, reconhecimento e dissolução de união estável, partilha de bens e também assistência aos filhos dessa mulher, com a questão dos alimentos, da guarda e da visitação, regulando essa convivência. Geralmente, a mulher é vulnerável e insuficiente, então ela não tem condições de contratar um advogado e nós fazemos toda essa assistência jurídica com ela, acompanhando processos criminais que possam vir a ocorrer por causa da agressão e os processos de família”, completou João Carlos.

A reunião reforçou a importância da atuação conjunta entre os serviços públicos, instituições de ensino, órgãos de Justiça, segurança e assistência, fortalecendo os caminhos de acolhimento, orientação e proteção às mulheres vítimas de violência em Guarapuava. A atividade também serviu como espaço de avaliação dos avanços conquistados desde a criação da Lei Maria da Penha e de discussão sobre as estratégias necessárias para aprimorar a rede de enfrentamento à violência contra as mulheres.

FONTE/CRÉDITOS: SECOM
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): SECOM

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