E se Guarapuava tivesse um Serviço de Família Acolhedora para pessoas idosas?
A pergunta pode parecer simples, mas carrega em si um convite profundo à reflexão — sobre como tratamos quem construiu a cidade antes de nós.
O modelo já existe em alguns municípios do Brasil e vem sendo recomendado pelo Ministério Público, como no caso recente de Ivaté, no Noroeste do estado. A proposta é acolher idosos e pessoas com deficiência que estão em situação de abandono, vulnerabilidade ou sem vínculos familiares, em lares de famílias previamente cadastradas e acompanhadas por equipes técnicas. Um gesto que, mais do que política pública, é ato de humanidade.
Pense: quantos idosos vivem sozinhos em Guarapuava, em casas silenciosas, lembrando tempos em que havia mais companhia? Quantos vivem institucionalizados, com cuidados básicos garantidos, mas sem o calor do convívio familiar? E se, em vez de apenas abrigar, nós acolhêssemos?
O serviço de Família Acolhedora traz a ideia de proximidade, de afeto e de dignidade. Ele quebra o ciclo do isolamento e resgata algo que as políticas públicas às vezes perdem de vista: o olhar humano. Cada idoso acolhido deixa de ser um número nas estatísticas e volta a ser alguém com nome, história e pertencimento.
Em tempos de envelhecimento populacional, pensar em alternativas como essa é urgente. Não se trata apenas de criar um programa social, mas de redefinir o cuidado. Guarapuava poderia ser referência em acolhimento intergeracional, fortalecendo vínculos e aproximando gerações que têm muito a aprender umas com as outras.
E se o próximo passo fosse esse?
Mais que um projeto, seria um gesto coletivo de empatia — uma cidade que não deixa ninguém envelhecer sozinho.
Segundo fonte ouvidas por esta coluna, já existe uma movimentação muito forte para que tão logo esse programa seja instalado em Guarapuava. Vamos aguardar!
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