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Quinta-feira, 21 de Maio 2026
Vereadora Professora Terezinha reage à absolvição de Cristóvão da Cruz: “Justiça ainda pode ser feita”
Política

Vereadora Professora Terezinha reage à absolvição de Cristóvão da Cruz: “Justiça ainda pode ser feita”

Parlamentar espera que o Ministério Público recorra da decisão de primeira instância que absolveu o vereador da acusação de violência política de gênero

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A vereadora Professora Terezinha se manifestou nesta segunda-feira (17) a pedido da Rede Gazeta, sobre a decisão da Justiça Eleitoral que absolveu, em primeira instância, o vereador Cristóvão da Cruz da acusação de violência política de gênero. A parlamentar afirmou que respeita a decisão, mas espera que o Ministério Público recorra.

“Claro que não é o resultado que nós gostaríamos, mas é importante lembrar que quem fez a denúncia foi o Ministério Público, após representação nossa. O MP entendeu que havia, sim, um crime, e por isso apresentou a denúncia”, explicou Terezinha.

Ela destacou que a sentença não encerra o caso. “Foi apenas o primeiro julgamento. Ainda há mais duas instâncias possíveis, e cabe ao Ministério Público decidir se vai recorrer. Espero sinceramente que recorra.”

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Para a vereadora, a decisão reflete um desafio maior na compreensão e aplicação da Lei nº 14.192/2021, que tipifica a violência política de gênero. “Assim como a violência doméstica foi por séculos naturalizada, essa nova legislação também enfrenta resistência. É um tema recente e, infelizmente, ainda há falta de preparo em parte do Judiciário para lidar com ele.”

Ao concluir sua fala, a parlamentar fez um apelo pelo respeito às mulheres na política. “Nossa luta segue para que possamos ocupar o espaço que é nosso por direito, sem o empecilho do machismo. Justiça é uma palavra feminina, e nós seguiremos lutando para que ela prevaleça.”

O caso refere-se a uma sessão legislativa marcada por embates acalorados entre parlamentares. A juíza responsável pela sentença entendeu que não houve intenção de Cristóvão em dificultar o exercício do mandato das vereadoras ou prática de violência motivada por gênero.

FONTE/CRÉDITOS: Rede Gazeta
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Redes Sociais
Redação Gazeta

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