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Sábado, 18 de Abril 2026
Falso órgão federal é usado em golpe com vítimas de Guarapuava

Guarapuava

Falso órgão federal é usado em golpe com vítimas de Guarapuava

Suspeito preso no Paraná teria enganado moradores da cidade com promessas de cargos e projetos inexistentes

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A prisão de um homem suspeito de criar um órgão federal fictício para aplicar golpes no Paraná também repercute em Guarapuava. Moradores do município relatam que foram vítimas do esquema, que utilizava promessas de emprego e participação em projetos sociais para enganar pessoas em situação de vulnerabilidade.

O investigado, identificado como Evandro Dal Molin, foi preso na última sexta-feira (17), em São José dos Pinhais. Segundo a Polícia Civil, ele se apresentava como presidente de um suposto órgão chamado “Marco da Criança e do Adolescente”, que alegava ter vínculo com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania — ligação que não existe oficialmente.

De acordo com uma vítima de Guarapuava, que procurou o Jornalismo da Gazeta e preferiu não se identificar, o suspeito se aproveitava principalmente de pessoas desempregadas ou em situação fragilizada. “Ele prometia cargos dentro desse órgão que não existe. Pedia documentos, certidões de boa conduta e até registro de assinaturas em cartório. Ficava marcando datas para começar os trabalhos, mas nunca acontecia”, relatou.

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A vítima contou ainda que a desconfiança começou após sucessivos adiamentos e ganhou força quando surgiram relatos semelhantes de outras pessoas. “A gente começou a perceber que era tudo enrolação. Depois vimos uma reportagem com outra vítima contando a mesma história, aí a verdade apareceu”, afirmou.

Segundo ela, outras pessoas em Guarapuava também teriam sido enganadas pelo suspeito. Um boletim de ocorrência deve ser registrado na próxima semana na 14ª Subdivisão Policial (SDP).

As investigações apontam que o homem utilizava estratégias para dar credibilidade ao golpe, como fotos em locais públicos, incluindo o Congresso Nacional, câmaras municipais e ao lado de autoridades. Ele também chegou a conceder entrevistas e distribuir materiais com símbolos oficiais, como o brasão da República.

As investigações apontam que Evandro construía relacionamentos para ter influência pública. A polícia descobriu também que ele cobrava valores para a liberação de verbas públicas para ONGs e outras instituições. Porém, as quantias nunca eram recebidas pelas vítimas.

Em nome do "Marco da Criança e do Adolescente", o homem reconheceu diversos prefeitos como "Prefeito Amigo da Criança", destacando gestões que supostamente contribuíram para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para a infância.

A Polícia Civil apura crimes como estelionato, falsificação de documentos e usurpação de função pública. Há ainda suspeitas de lavagem de dinheiro. Conforme as autoridades, o esquema pode ter feito vítimas em diversas cidades do Paraná e também em outros estados desde 2020.

Além da prisão preventiva, a Justiça determinou o bloqueio de contas e o sequestro de bens do suspeito. O caso segue em investigação.

Durante o interrogatório, ele permaneceu em silêncio. A advogada de Dal Molin afirmou que não teve acesso ao processo e, por isso, optou por não se manifestar.

FONTE/CRÉDITOS: RPC com edições Gazeta
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Redes Sociais

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