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Quinta-feira, 20 de Agosto 2026
Construtora Lotus se manifesta sobre situação do Residencial Jardim de Lotus em Guarapuava
Guarapuava

Construtora Lotus se manifesta sobre situação do Residencial Jardim de Lotus em Guarapuava

Empresa afirma que empreendimento foi executado conforme projetos, alvarás e licenças aprovados pelo Município e questiona exigências apresentadas na etapa final da obra

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A Construtora Lotus divulgou uma nota de esclarecimento e contraposição à manifestação oficial do Município de Guarapuava, publicada em 13 de agosto de 2026, sobre o Residencial Jardim de Lotus. A empresa afirma que as 176 famílias que adquiriram os apartamentos não podem ser prejudicadas por uma discussão administrativa entre a construtora e o Poder Público.

Segundo a Lotus, o empreendimento foi executado de acordo com os projetos aprovados, alvarás expedidos e licenças concedidas pelo Município. A construtora questiona por que determinadas obras agora apontadas como necessárias não teriam sido exigidas antes ou durante a execução do empreendimento.

A empresa também questiona a utilização de uma deliberação do CONCIDADE, de 2018, como fundamento para as exigências atuais. Segundo a construtora, não basta afirmar que a determinação existia desde aquele período. Seria necessário demonstrar de que forma ela foi incorporada aos atos administrativos que autorizaram e acompanharam a construção e, posteriormente, passou a ser utilizada como condição para a emissão do Habite-se Parcial.

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Na nota, a Lotus afirma que a situação afeta diretamente as famílias que aguardam a entrega dos imóveis.

“São pessoas que compraram seus apartamentos, assumiram financiamentos, organizaram suas mudanças, fizeram planos e aguardam o momento de entrar em suas próprias casas”, afirma a empresa.

Construtora questiona obras exigidas

Outro ponto destacado pela Lotus envolve a natureza das intervenções solicitadas pelo Município. Segundo a empresa, as obras exigiriam desapropriação de imóveis e envolveriam área de preservação ambiental e curso de rio.

A construtora afirma que, diante dessas circunstâncias, são necessários estudos técnicos e ambientais antes da realização das intervenções.

Foi nesse contexto, segundo a nota, que a empresa procurou o Ministério Público para que a viabilidade, a segurança e a legalidade das obras sejam analisadas.

A Lotus também contesta a interpretação de que estaria simplesmente se recusando a executar as obras. Segundo a empresa, o questionamento é sobre a exigibilidade das intervenções, que, na avaliação da construtora, não teriam sido incorporadas aos atos administrativos que autorizaram a construção.

Discussão judicial ainda não teria chegado ao mérito

A empresa também afirma que o indeferimento de uma medida liminar não representa uma decisão definitiva sobre o mérito da questão.

Segundo a construtora, permanecem em discussão aspectos relacionados à forma como as exigências foram incorporadas ao processo de licenciamento, sua extensão e a utilização delas como fundamento para impedir a emissão do Habite-se Parcial.

A Lotus afirma que permanece aberta ao diálogo com o Município para buscar uma solução.

A empresa sustenta ainda que as obras discutidas são externas ao empreendimento e, por isso, não impediriam a emissão do Habite-se dos apartamentos já concluídos. Na avaliação da construtora, caberia ao Poder Público autorizar a entrega das moradias enquanto as questões relacionadas às intervenções externas são discutidas e solucionadas.

Empresa diz que busca solução para as famílias

Na nota, a Construtora Lotus afirma que cumpriu aquilo que foi autorizado pelo Município e que não pode ser responsabilizada por exigências que, segundo sua versão, não foram apresentadas no momento adequado do processo de licenciamento.

A empresa informa que continuará buscando, por meios administrativos e judiciais, uma solução que permita a entrega dos apartamentos às 176 famílias, sem abrir mão da legalidade, da segurança ambiental e do cumprimento das obrigações que efetivamente lhe competirem.

A manifestação é assinada pela Construtora Lotus e pela advogada Geisa Borges.

FONTE/CRÉDITOS: Construtora Lopes
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Construtora Lopes

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