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Quarta-feira, 20 de Maio 2026
Justiça determina lacração de clínica por descumprimento e suspeita de manobra para burlar decisão
Guarapuava

Justiça determina lacração de clínica por descumprimento e suspeita de manobra para burlar decisão

Medida autorizada com apoio policial foi cumprida em Guarapuava, mas imóvel já estava vazio, levantando suspeita de nova irregularidade

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A decisão judicial que resultou em uma operação com apoio da Polícia Militar em Guarapuava tem origem no descumprimento de uma ordem anterior que proibia a continuidade de atividades comerciais no ramo de estética.

O caso envolve a empresa AD Clinic Estética Franquia LTDA, que move um processo de cumprimento provisório de sentença contra Sottoriva Beauty Clinic Ltda. e outros envolvidos. 

De acordo com a decisão assinada pelo juiz Sergio Bernardinetti, ficou comprovado que os executados descumpriram uma ordem judicial que determinava a não concorrência e o fechamento do estabelecimento. Mesmo após o encerramento formal das atividades em um endereço anterior, a investigação apontou que a empresa teria transferido o ponto comercial para outro local, mantendo o funcionamento de forma disfarçada.

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A constatação foi feita a partir de uma diligência realizada em 24 de fevereiro de 2026, que identificou o novo endereço na Rua Senador Pinheiro Machado, no Centro de Guarapuava. No local, apesar da ausência de identificação externa, foram encontrados indícios claros de continuidade das atividades, como comprovantes de pagamento, registro de CNPJ e imagens internas.

Diante disso, a Justiça entendeu que houve tentativa deliberada de burlar a decisão judicial, caracterizando ato atentatório à dignidade da Justiça. Com base nesse entendimento, foram autorizadas medidas mais rigorosas, como:

  • Lacração e fechamento do novo estabelecimento;
  • Uso de força policial para garantir o cumprimento da ordem;
  • Possibilidade de arrombamento, se necessário;
  • Bloqueio de CNPJ e suspensão de licenças;
  • Interrupção de serviços como energia, internet e telefonia;
  • Aplicação de multa de 10% sobre o valor da causa;
  • Encaminhamento do caso para apuração de possível crime de desobediência.

A operação foi realizada no dia 20 de março, em Guarapuava. No entanto, ao chegar ao endereço, o oficial de Justiça constatou que o imóvel estava completamente vazio, sem qualquer equipamento ou indício de funcionamento.

A situação levanta uma nova suspeita: a de que houve retirada antecipada dos bens para evitar a efetividade da ação judicial. “Levaram tudo daqui. Não tem nada”, relatou uma pessoa presente no momento da vistoria.

Agora, o caso ganha novos contornos e pode resultar em sanções ainda mais severas, já que a possível ocultação de bens e tentativa de frustrar a decisão judicial podem agravar a situação dos envolvidos.

O processo segue em tramitação, e novas medidas não estão descartadas para garantir o cumprimento da ordem judicial e a responsabilização dos investigados.

Vale ressaltar algumas orientações aos consumidores:
  • Verificar a reputação da empresa antes de contratar serviços;
  • Evitar pagamentos integrais antecipados sem garantias contratuais;
  • Exigir contratos claros, com cláusulas de prestação de serviço e reembolso;
  • Buscar referências e avaliações de outros clientes;
  • Em caso de problemas, registrar reclamações em órgãos de defesa do consumidor.

Além disso, consumidores que se sentirem prejudicados devem procurar o Procon ou a Justiça para garantir seus direitos.

 

 

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Divulgação
Alex Chimiloski

Publicado por:

Alex Chimiloski

Repórter com experiencia de mais de dez anos em TV. Atuou em Guarapuava na Rede Humaitá como repórter e apresentador. Redetv Mais, como repórter e apresentador. Jornalismo Digital pela Uniasselvi.

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