A Polícia Militar atendeu, na tarde dessa terça-feira (6), uma ocorrência de esbulho possessório e posse irregular de arma de fogo, no Distrito Guará, em Guarapuava.
Segundo as vítimas, uma mulher de 46 anos e um homem de 40 anos, eles são proprietários de uma área rural, com aproximadamente 26 alqueires. Conforme o relato, há cerca de 20 dias algumas pessoas teriam derrubado uma área de mata e iniciado a construção de uma casa de madeira no local, sem autorização dos proprietários.
As vítimas afirmaram ainda que chegaram a conversar com as pessoas que estavam construindo a residência. Elas teriam informado que haviam adquirido a área de um homem de 64 anos. Os proprietários também relataram que os envolvidos estariam armados e teriam feito ameaças com o objetivo de intimidá-los.
As equipes policiais foram até o local e constataram a construção de uma casa de madeira em uma área de mata recentemente derrubada. Segundo a PM, entre as árvores cortadas havia madeiras nativas de espécies consideradas de lei, caracterizando também uma possível ocorrência de crime ambiental.
No local, os policiais encontraram um homem de 64 anos, que afirmou ter adquirido a área de outro homem da mesma idade. Ele, porém, não soube informar o valor pago, a forma de pagamento ou apresentar documentos que comprovassem a negociação.
Posteriormente, os policiais foram até o endereço onde estaria o homem apontado como responsável pela negociação. Ele negou ter vendido a propriedade e afirmou que a área seria de assentamento. Também disse possuir documentação referente ao imóvel, mas não apresentou os documentos à equipe.
Durante a abordagem e busca no veículo do homem, os policiais encontraram uma arma de fogo artesanal calibre 12, com uma munição intacta na câmara. Em seguida, foram realizadas buscas no interior de um barraco, onde foram localizadas duas munições intactas de calibre .22, dentro de uma sacola.
Diante dos fatos, o homem foi encaminhado à delegacia, juntamente com a arma e as munições, para os procedimentos cabíveis.
As notificações e demais medidas relacionadas à possível infração ambiental ficaram sob responsabilidade do Batalhão de Polícia Ambiental.

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