Após anos de promessas não cumpridas, as famílias da comunidade do Alecrim, no município de Pinhão (Centro-Sul do Paraná), enfrentam novamente o risco iminente de despejo. A situação ganhou novo capítulo na última semana, quando a Justiça determinou que o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) apresente uma solução definitiva — ou a reintegração de posse será executada.
A comunidade do Alecrim ficou marcada pelo traumático 1º de dezembro de 2017, quando dezenas de famílias foram brutalmente retiradas de suas terras em uma operação que deixou feridas físicas e emocionais. Desde então, os moradores têm lutado por justiça e permanência, acumulando reuniões, audiências, mobilizações, bloqueios de rodovia e até protestos na capital do estado.
Segundo os moradores, o que receberam até agora foram apenas prazos adiados e promessas vagas de uma solução “em estudo”. A falta de respostas concretas motivou uma nova onda de mobilização: nesta semana, representantes da comunidade se dirigiram até a sede do INCRA em Curitiba para exigir uma posição firme diante da gravidade do caso.
“Já estudaram demais. Agora é hora de agir”, afirmam os moradores, que denunciam o abandono e a insegurança vivida diariamente pelas famílias do campo. A situação do Alecrim é considerada a mais urgente, mas não é a única: outras comunidades de posseiros e assentados também vivem sob ameaça e incerteza.
Para os moradores, o recado está dado. O tempo da espera acabou — e o campo exige respeito e responsabilidade.
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