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Segunda-feira, 08 de Dezembro de 2025
Família Acolhedora: amor que transforma vidas em Guarapuava

Guarapuava

Família Acolhedora: amor que transforma vidas em Guarapuava

Com o lema “O acolhimento é temporário. O amor é para sempre”, campanha incentiva novos lares a acolher temporariamente crianças e adolescentes afastados do convívio familiar.

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A campanha “O acolhimento é temporário. O amor é para sempre” está mobilizando a comunidade guarapuavana para participar do Programa Família Acolhedora, iniciativa que oferece um lar provisório a crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por decisão judicial.
O objetivo é garantir acolhimento, carinho e segurança enquanto o poder público atua pela reintegração familiar ou adoção definitiva.

Em entrevista à Rede Gazeta, Regiane Lopes, coordenadora do programa em Guarapuava, explicou como funciona o processo para quem deseja participar.

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“Para ser família acolhedora, a pessoa precisa vir até a sede e fazer um pré-cadastro. Nesse momento, já explicamos o que é o programa e solicitamos alguns documentos. É preciso ter mais de 21 anos, morar há pelo menos um ano no município, não fazer uso de substâncias psicoativas e apresentar renda comprovada, atestado de saúde física e mental e certidões negativas de antecedentes criminais”, detalhou Regiane.

Após a entrega dos documentos, os interessados participam de uma capacitação, geralmente realizada à noite, com a equipe técnica e representantes do Judiciário.

“Nessa etapa, abordamos os direitos, deveres e responsabilidades de uma família acolhedora. Depois, fazemos uma entrevista psicossocial na casa da família, com todos os moradores, para entender o histórico, a rotina e como a criança será inserida naquele ambiente”, explicou.

Todo o processo é acompanhado por psicólogos e assistentes sociais. O relatório final é encaminhado ao Juizado da Infância e Juventude, que decide pela habilitação ou não da família.

Segundo Regiane, hoje Guarapuava conta com 20 crianças acolhidas, mas ainda há necessidade de mais famílias cadastradas.

“A demanda é alta. O maior desafio é o medo das pessoas de se apegar e depois sofrer com o desligamento da criança. A gente trabalha muito isso nas capacitações, mostrando que o acolhimento é uma doação de tempo, amor e cuidado — mesmo sabendo que um dia a criança vai partir. É um gesto de amor que deixa marcas para sempre”, ressaltou.

A coordenadora reforça que o suporte às famílias é constante.

“Temos visitas semanais e nosso WhatsApp fica disponível 24 horas. Estamos sempre próximos das famílias para orientar e acolher qualquer dúvida ou dificuldade.”




“O amor transforma”

Marilda de Fátima Pinheiro da Silva, que é família acolhedora em Guarapuava, compartilhou sua experiência com emoção.

“Foi algo totalmente diferente, porque uma coisa é trabalhar com crianças, e outra é recebê-las em casa, vivendo com você e sua família. A adaptação é desafiadora, mas eu trato todas as que entram como se fossem meus filhos. Isso torna tudo mais fácil, tanto para elas quanto para mim”, contou.

Motivada por sua história pessoal, Marilda decidiu transformar o próprio lar em um espaço de acolhimento.

“Trabalhei 12 anos em um orfanato e também fui uma criança que viveu em um. Sempre tive no coração o desejo de cuidar. Hoje vivo mais para as crianças, penso nelas em tudo o que faço. Aprendi que o amor, o carinho e a atenção que damos transformam a vida delas para melhor.”

Com voz firme e cheia de ternura, ela deixou um recado para quem ainda tem receio de participar:

“Muita gente me diz: ‘Mas eu vou me apegar, vou sofrer’. E eu digo: vai, sim. Não tem como não se apegar. Mas quando você vê uma criança que chegou destruída e depois está feliz, transformada, curada — isso enche o coração de alegria. Saber que você fez parte dessa mudança é uma recompensa que não tem preço.”

“Então, para quem tem vontade, entre para o Família Acolhedora. Tem muitas crianças precisando de um lar, mesmo que temporário. É uma experiência que muda a vida delas — e a sua também.”


As famílias interessadas passam por capacitação e acompanhamento técnico oferecidos pela equipe responsável, garantindo que o acolhimento ocorra de forma segura, afetuosa e responsável.

📍 Endereço: Rua Vicente Machado, 1015 – Centro (atrás do Hospital São Vicente)
📞 Informações: (42) 3142-0600 | WhatsApp (42) 3142-0536
🕗 Atendimento: Segunda a sexta, das 8h às 12h e das 13h às 17h.


 

FONTE/CRÉDITOS: Alex Chimiloski
Comentários:
Alex Chimiloski

Publicado por:

Alex Chimiloski

Repórter com experiencia de mais de dez anos em TV. Atuou em Guarapuava na Rede Humaitá como repórter e apresentador. Redetv Mais, como repórter e apresentador. Jornalismo Digital pela Uniasselvi.

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