A Secretaria Municipal de Saúde de Guarapuava esclareceu, nesta quarta-feira (8), os desafios técnicos que resultaram na falta temporária de insulina nas farmácias do Sistema Único de Saúde (SUS) no município. A situação reflete um problema global de abastecimento, agravado por questões logísticas e pelo aumento na demanda de insulina.
Segundo informações da Secretaria, a Novo Nordisk, uma das principais fornecedoras de insulina NPH e Regular na América Latina, enfrenta desde maio de 2024 dificuldades no fornecimento e reformulação de seu portfólio. O impacto maior foi sentido em julho, com a redução da distribuição de insulinas em frascos, o que levou muitos pacientes a migrarem para as canetas, sobrecarregando ainda mais o mercado.
Além disso, o laboratório Eli Lilly do Brasil notificou à ANVISA a descontinuação temporária de alguns produtos devido a questões logísticas e comerciais, somadas ao aumento da demanda. Esse cenário atinge tanto as farmácias do SUS quanto o Programa Farmácia Popular.
Em Guarapuava, aproximadamente 3.000 pessoas dependem de insulina. A 5ª Regional de Saúde informou que um lote mínimo de insulina deve chegar na próxima semana, ainda sem data exata confirmada. Já o envio pelo governo estadual, via CEMEPAR, está previsto para o dia 28 de janeiro.
Enquanto aguarda o reabastecimento, a Secretaria de Saúde reservou unidades para situações de urgência nas unidades municipais e implementou ações educativas para prevenir casos de hiperglicemia. "Estamos trabalhando em contato direto com os pontos de distribuição estaduais e federais para reabastecer as unidades locais o mais rápido possível", afirmou o órgão em nota.
