Aguarde, carregando...

Quinta-feira, 25 de Junho 2026
Carregando jogos...
Do ensino médio à vida adulta: os desafios  emocionais da transição para a faculdade
Educação

Do ensino médio à vida adulta: os desafios  emocionais da transição para a faculdade

Preparação para o vestibular e mudanças na rotina exigem maturidade  para lidar com a pressão da escolha profissional, solidão e a busca por autonomia

IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Com a chegada do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que teve sua primeira fase no último final de semana, e dos principais vestibulares do País, uma intensa onda de pressão emocional toma conta de milhares de lares. Este não é apenas um período de provas acadêmicas, mas um rito de passagem que simboliza o fim da adolescência e o início da vida adulta. A escolha do curso, a expectativa familiar, o medo do fracasso e, em alguns casos, a iminente saída de casa são desafios que testam a resiliência dos jovens.

Para a psicóloga Cris Aguiar, especialista em neuropsicologia e psicologia sistêmica familiar e de casais, é necessário acolher os vestibulandos. "O vestibular não representa apenas uma prova, mas uma passagem simbólica entre a adolescência e a vida adulta. O peso das decisões e a perspectiva de um futuro incerto despertam inseguranças profundas, ansiedade e até sentimentos de solidão, especialmente naqueles que se preparam para mudar de cidade", explica a especialista.

Um dos primeiros e mais significativos obstáculos é, sem dúvida, a escolha do curso e o peso dessa decisão. Muitos adolescentes se veem forçados a definir um futuro profissional antes mesmo de terem a chance de se conhecer por inteiro. “Essa escolha precoce, muitas vezes influenciada por expectativas familiares ou pela pressão social por um sucesso rápido, pode gerar uma paralisia temível, em que o medo de errar é maior do que a vontade de seguir em frente. É o futuro profissional sendo definido em uma idade na qual a identidade ainda está em plena formação”, pondera Cris Aguiar. 

Publicidade

Leia Também:

Mudanças inevitáveis

A tão sonhada autonomia chega de forma abrupta para quem precisa deixar a cidade natal. A separação física da família vem acompanhada de uma inevitável distância emocional, nem sempre fácil de processar. Saudade e sentimento de culpa são companheiros frequentes nessa jornada. “A forma como essa nova fase é vivida está intimamente ligada ao tipo de apego desenvolvido na infância. O apego seguro favorece uma transição mais leve e confiante, enquanto o apego inseguro pode acentuar o medo do abandono, a dificuldade de criar novos laços e dependência emocional”, acrescenta a psicóloga.

Superada a mudança, surge o desafio da nova rotina e o confronto com o sentimento de solidão. Morar em repúblicas, com parentes ou sozinho, implica em uma série de responsabilidades que antes eram terceirizadas: limpar a casa, gerenciar o próprio dinheiro e manter os estudos em dia. 

Vale ressaltar que a transição não é apenas geográfica. Mesmo os jovens que permanecem na mesma cidade e apenas trocam o colégio pela faculdade enfrentam uma ruptura na rotina. Horários diferentes, um novo círculo social, a elevação das expectativas acadêmicas e um papel mais ativo nas próprias decisões marcam essa fase. É uma mudança simbólica que exige reorganização de hábitos e papéis sociais.

O papel dos pais e responsáveis

Em meio a um cenário de grandes transformações, o papel dos responsáveis se mostra crucial, exigindo equilíbrio entre presença e liberdade. O apoio deve ser incondicional, mas sem invasão. Acolher sem controlar e confiar no processo são os pilares para um desenvolvimento emocional saudável. "Em alguns casos, um processo breve de terapia pode ajudar o jovem a organizar seus pensamentos, lidar melhor com a ansiedade e desenvolver recursos internos para essa nova fase da vida", finaliza a especialista.

Para solicitar atendimento, procure orientação especializada por meio dos canais indicados no site https://psicrisaguiar.com.br/ ou acessando o perfil @madrastas_psicrisaguiar no instagram. A profissional atende presencialmente em consultório, em Curitiba, e de maneira online, pessoas de todo o Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: Marília Mesquita
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Agência Brasil
Alex Chimiloski

Publicado por:

Alex Chimiloski

Repórter com experiencia de mais de dez anos em TV. Atuou em Guarapuava na Rede Humaitá como repórter e apresentador. Redetv Mais, como repórter e apresentador. Jornalismo Digital pela Uniasselvi.

Saiba Mais

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
WhatsApp Gazeta Guarapuava - Rádios e Portal de Notícias
Olá! Bem vindo a Gazeta.
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR