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Quarta-feira, 29 de Abril 2026
Defesa se manifesta sobre investigação envolvendo suposta extorsão contra padre em Guarapuava
Justiça

Defesa se manifesta sobre investigação envolvendo suposta extorsão contra padre em Guarapuava

Advogados afirmam que cliente é vítima e negam prática de coação ou pedido de R$ 200 mil

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A equipe do Escritório de Advocacia Nicolau divulgou nesta quinta-feira (12) uma nota de esclarecimento à imprensa sobre a investigação que apura uma suposta extorsão envolvendo um padre atuante na Comarca de Guarapuava. Os advogados Elizanne Marcondes Soares, Felipe Colman Bahls e Miguel Nicolau Junior informaram que foram constituídos para representar uma das pessoas envolvidas no caso.

Logo no início da manifestação, os profissionais ressaltam que não possuem qualquer envolvimento nos fatos investigados, afirmando que assumiram a defesa após serem procurados por um dos investigados. A banca também informou que não divulgará nomes, com o objetivo de preservar as identidades e evitar possíveis represálias.

Segundo a nota, o cliente seria, na verdade, vítima da situação. Conforme relatado pela defesa, ele teria descoberto, durante um relacionamento amoroso, que sua então companheira mantinha um relacionamento paralelo com o religioso. Os advogados destacam que, na versão apresentada pelo constituinte, não houve qualquer “triângulo amoroso”.

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A defesa afirma ainda que, após a descoberta, o cliente procurou um advogado para ingressar com ação cível por danos morais contra a ex-companheira e o padre. De acordo com o relato, conversas atribuídas ao religioso conteriam situações consideradas constrangedoras, incluindo ofensas, conteúdo de natureza íntima e até menção a suposto plano para matar o constituinte e outra pessoa não identificada.

Conforme a nota, tratativas extrajudiciais teriam ocorrido entre advogados que atuavam anteriormente no caso e o representante legal do padre. A atual defesa sustenta que o cliente não participou dessas reuniões e que teria sido mantido em erro quanto aos termos discutidos, inclusive sobre valores. O montante de R$ 200 mil, citado nas investigações como suposta exigência, não teria partido do constituinte, que, segundo os advogados, pretendia apenas buscar reparação judicial.

A banca também argumenta que, até o momento, o inquérito policial não teria produzido elementos que caracterizem extorsão, mas sim tratativas profissionais entre advogados com o objetivo de formalizar eventual acordo de confidencialidade, sem coação física ou moral.

Por fim, os advogados informam que o caso tramita em segredo de justiça e que, no curso do inquérito e de eventual ação penal, buscarão demonstrar a inocência do cliente.

A nota é assinada pelos advogados Miguel Nicolau Junior (OAB/PR 7.708), Elizanne Marcondes Soares (OAB/PR 108.487) e Felipe Colman Bahls (OAB/PR 108.488).

Alex Chimiloski

Publicado por:

Alex Chimiloski

Repórter com experiencia de mais de dez anos em TV. Atuou em Guarapuava na Rede Humaitá como repórter e apresentador. Redetv Mais, como repórter e apresentador. Jornalismo Digital pela Uniasselvi.

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