GUARAPUAVA – Após a Polícia Civil de Guarapuava divulgar nesta semana as imagens de três homens condenados por latrocínio e que estão foragidos, a defesa de dois deles se manifestou publicamente. Segundo o criminalista Marinaldo Rattes, que atua na defesa de Cristian Walter Araújo e Michael William Camargo, há diversas falhas nos autos do processo e a condenação ocorreu mesmo sem provas concretas.
Os três condenados – Cristian, Michael e Alexandro Brito da Rocha – foram responsabilizados pela morte brutal do taxista Jerson José Meira, de 39 anos, entre a noite de 22 e a madrugada de 23 de março de 2017. Segundo a investigação, Jerson foi morto com um tiro na cabeça durante uma corrida de táxi e teve o corpo jogado em uma vala às margens de uma estrada rural.
Na nota divulgada à imprensa, Rattes afirma que, embora haja mandado de prisão em aberto, "é de conhecimento das autoridades que o escritório Rattes Advogados Associados atua na defesa dos acusados, não sendo necessária a exposição vexatória dos mesmos como procurados".
Ainda segundo o advogado, a defesa interpôs dois recursos perante as Cortes Superiores. Um deles é uma revisão criminal que tramita no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). De acordo com Rattes, até mesmo o Ministério Público reconheceu a validade da tese defensiva e concordou com a possibilidade de absolvição.
“Os recursos ainda estão pendentes de julgamento e, diante disso, não se faz necessária a prisão dos acusados, já que a própria acusação admite a correção da tese da defesa”, afirma o criminalista.
Enquanto os recursos aguardam análise, os três homens seguem sendo considerados foragidos pela Justiça.
O caso, à época, gerou grande comoção em Guarapuava, especialmente entre familiares e colegas da vítima, que era bastante conhecido na cidade.
