Familiares e amigos de Marcos Rodrigo, conhecido como DJ Urso, morto em setembro do ano passado após ser atropelado em frente a uma conveniência no bairro Vila Bela, em Guarapuava, realizaram na manhã deste domingo uma carreata em memória da vítima e em defesa de justiça pelo caso.
O ato teve início no Parque do Lago e percorreu as principais ruas da cidade. Com faixas, cartazes e buzinaços, os participantes chamaram a atenção da comunidade para o andamento do processo e pediram apoio da população.
A irmã de Marcos, Emanoelly Cristina da Silva, falou à reportagem sobre o objetivo da mobilização. Segundo ela, a carreata já havia sido realizada anteriormente em Pinhão e agora busca ampliar a conscientização em Guarapuava.
“Estamos realizando essa carreata para pedir a conscientização das pessoas, para que venham nos apoiar e clamar por justiça. No começo do processo eram suspeitos um casal da cidade do Pinhão. Agora já temos todas as provas e sabemos quem fez. Queremos que o processo vá adiante o mais rápido possível e que o responsável pague pelo que fez. Ele matou, machucou, destruiu duas famílias e está vivendo normalmente, como se nada tivesse acontecido”, afirmou.
De acordo com o advogado da família, Alexandre Augusto Viante, houve avanço significativo nas investigações conduzidas pela Polícia Civil. O inquérito identificou quem era o condutor do veículo no momento do atropelamento.
“O delegado já imputou os crimes de homicídio culposo no trânsito, em razão da morte de Marcos Rodrigo, lesão corporal no trânsito, referente ao Renato, e omissão de socorro”, explicou.
A defesa da família, que atua como assistente de acusação, também solicitou o enquadramento por outros crimes. Entre eles, fraude processual, sob a alegação de que o investigado teria tentado esconder evidências, levando a caminhonete a um mecânico para reparar danos e ocultar amassados. Também foi requerida a imputação por fuga do local do crime.
“Essa carreata é para trazer a população para junto do caso. Todo crime tem consequência. Não adianta cometer um crime e achar que ficará tudo bem. Queremos que a comunidade de Guarapuava e do Pinhão se una para que a justiça seja feita”, reforçou o advogado.
O caso segue em tramitação, e a família afirma que continuará promovendo mobilizações até que haja desfecho judicial.
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