Sete meses não são suficientes para mudar uma cidade inteira — mas são mais que suficientes para mostrar o tom da gestão. E Guarapuava já entendeu qual é a batida que move o governo Denilson Baitala: pragmatismo, articulação política e foco em resultados.
Na última sexta-feira (1º), em um encontro com secretários, vereadores e deputados federais, o prefeito apresentou um balanço da administração até aqui. O que se viu não foi só prestação de contas, mas também uma aula rápida sobre como navegar na selva burocrática em busca de recursos. Sim, porque dinheiro existe — a questão é saber buscá-lo. E rápido.
O recado do deputado Giacobo foi claro: há R$ 5,5 bilhões disponíveis no Paraná, mas quem deixar tudo para depois vai acabar com projetos bonitos na gaveta e nada no asfalto. O prazo é curto, a régua é alta, e a burocracia não perdoa os desorganizados.
Baitala, nesse cenário, tem se mostrado um prefeito técnico e político ao mesmo tempo. Tem o cuidado de ouvir os secretários, dialoga com a Câmara e, principalmente, circula bem nos gabinetes de Curitiba e Brasília — algo essencial num momento em que captar recursos virou arte e sobrevivência.
A estratégia tem sido apostar em projetos “redondos”, prontos para licitação, que se traduzam rapidamente em obras visíveis e benefícios concretos para a população. Estradas rurais, maquinário, recapeamento. A cidade precisa disso — e rápido.
Claro que a gestão está só no começo, e promessas ainda precisarão sair do papel. Mas os primeiros sete meses deixaram um sinal claro: quem esperava um governo lento ou sem rumo, errou o cálculo. Entre uma reunião técnica e outra, Baitala vai afinando os instrumentos para que Guarapuava entre em compasso com o que o momento exige: planejamento, agilidade e muita, muita articulação.
Nos próximos meses, o que foi dito precisará virar concreto, asfalto, máquina funcionando e vida melhorando. A régua subiu — e a população, cada vez mais exigente, saberá medir os passos do prefeito.
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