Aos 6 anos, Guilherme Rodrigues da Silva carrega no braço o laço e no coração um sonho: ser um grande laçador. Morador de Guarapuava, ele começou na modalidade da vaca parada aos 2 anos de idade, quando viu o pai, Fábio, laçando montado a cavalo. Curioso e determinado, logo ganhou do pai uma vaquinha improvisada e um laço adaptado para o seu tamanho. A brincadeira virou paixão – e a paixão, rotina.
Com pouco tempo de treino, Guilherme já mostrava habilidade. Foi então que o pai o inscreveu nas primeiras provas. Desde então, ele não parou mais. Os treinos viraram parte do dia a dia, com planilha de armadas marcadas pela manhã e sessões acompanhadas pelos pais à tarde, depois da escola e do trabalho. Até os domingos são dedicados ao laço, quando o menino treina na vaca mecânica com seu cavalo.
“Ele prefere treinar a ir em aniversários ou até em parques”, conta a mãe, Suzana, orgulhosa. Com dedicação impressionante para alguém tão pequeno, Guilherme já coleciona 14 troféus, uma fivela, uma bicicleta e uma pontuação de destaque nos campeonatos regionais. A soma o levou à conquista de uma vaga para o Campeonato Paranaense e agora, o mais alto desafio até aqui: representar o Paraná no Encontro Nacional de Laço Comprido, que acontece de 24 a 27 de julho em Cristalina (GO).
Fé no sonho e força na rifa
Para chegar lá, a família enfrenta um desafio ainda maior que os do rodeio: custear a longa viagem. “É um esporte caro. Às vezes dá vontade de desistir, mas ver nosso filho trocando o celular pelo laço é o que nos motiva. Já vale a pena”, diz Suzana. Sem patrocínio, a família se uniu a outras mães que também têm filhos classificados e iniciaram uma rifa simples. “Ouvimos muito que não vale a pena, que é longe, que ele é pequeno. Mas decidimos tentar, mesmo com dificuldade.”
Mais do que troféus, os pais destacam que a maior recompensa são os valores que Guilherme vem aprendendo com o esporte: responsabilidade, disciplina e persistência. “Ele pode não ter um sobrenome famoso, mas tem dedicação de sobra. E enquanto esse sonho estiver no coração dele, nós vamos seguir ao lado, fazendo o possível e o impossível.”
Agora, além da rifa, a família também está organizando uma feijoada solidária para arrecadar fundos e tornar possível a viagem até Cristalina. “A gente está fazendo essa feijoada com muito carinho para juntar o dinheiro. E quem quiser ajudar, estamos aceitando doações de ingredientes também”, conta Suzana. A ação comunitária é mais uma forma de unir esforços em torno do sonho do pequeno Guilherme, mostrando que, com solidariedade, a distância até o nacional pode ficar mais curta.
E Suzana deixa um recado a outras famílias: “Não desistam do sonho dos seus filhos. Temos apenas o hoje para acreditar neles. O amanhã não está em nossas mãos.”
Quem quiser ajudar a família nesta empreitada pode fazer a doação, no pix: 04242013990 - Susana de Fátima Rodrigues
Entre em contato direto com a família. (42) 984421257
