A defesa dos investigados na Operação Platium, que apura um suposto esquema de fraudes imobiliárias em Guarapuava, divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira (26) contestando a prisão preventiva de Dalvan de Lara Delgado da Silva e Aline Flores de Oliveira, empresários ligados às empresas Platium Imóveis Ltda. e Platium Construtora Ltda.
Segundo o advogado criminalista Marinaldo Rattes, que representa o casal, já foram firmados e cumpridos parte dos acordos extrajudiciais com consumidores, enquanto outros teriam sido interrompidos devido ao bloqueio judicial de bens e valores. A defesa afirma que a prisão é extemporânea e ilegal, sustentando ainda que a investigada estaria em período puerperal e mãe de um bebê de 40 dias, o que tornaria a prisão ainda mais grave.
O advogado declarou que irá postular pela revogação da prisão preventiva dos clientes.
📌 O CASO
A operação policial foi deflagrada na manhã desta quarta-feira pela Seção de Estelionatos da 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava para cumprimento de mandados de prisão e busca e apreensão. Um Jeep Compass e diversos materiais foram recolhidos como possíveis elementos de prova.
As investigações, iniciadas em maio de 2025, apontam para um esquema estruturado de comercialização irregular de terrenos sem matrícula individual, além da oferta de contratos de construção de imóveis que, segundo o inquérito, não chegaram a ser executados. Mais de 100 boletins de ocorrência relacionados ao caso foram registrados, e ao menos 26 vítimas formalizaram denúncia, com prejuízo já apurado de cerca de R$ 650 mil, podendo ultrapassar R$ 1 milhão.
O delegado Ramon Galvão Zeferino destacou que o suposto esquema teria atingido diretamente o sonho da casa própria de dezenas de famílias, defendendo a necessidade de resposta estatal proporcional à gravidade do fato investigado.
Os investigados permanecem à disposição da Justiça, e a Polícia Civil informou que as apurações continuam para identificar novas vítimas, recuperar valores e esclarecer integralmente os acontecimentos.
