A morte de Marcos Rodrigo, conhecido como DJ Urso, segue gerando desdobramentos e novos pedidos por parte da acusação. O caso, registrado em setembro de 2025, ganhou novos encaminhamentos com a solicitação para que o suspeito seja novamente ouvido pela Polícia Civil, além da ampliação das investigações sobre possível fraude processual.
O atropelamento aconteceu no dia 20 de setembro de 2025, por volta das 21h35, na rua principal da Vila Bela, em Guarapuava. Após atingir a vítima, o veículo seguiu em direção à PR-170. Dias depois, a caminhonete envolvida — uma Nissan Frontier — foi localizada em uma oficina na cidade de Pinhão. Segundo a família e a defesa, o casal que estava no veículo no momento do crime seria morador do município.
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil identificou o condutor e passou a apurar responsabilidades. De acordo com o advogado da família, Alexandre Augusto Viante, o inquérito já apontou crimes como homicídio culposo no trânsito, lesão corporal — relacionada a outra vítima — e omissão de socorro.
A suspeita de tentativa de ocultação de provas também entrou na linha de investigação. Conforme a acusação, o veículo teria sido levado a uma oficina para reparos, com o objetivo de esconder danos causados pelo atropelamento, o que pode configurar fraude processual.
Diante disso, um novo pedido foi protocolado para que o investigado compareça à Delegacia da 14ª Subdivisão Policial para prestar depoimento e esclarecer os fatos. Além disso, a acusação quer aprofundar as apurações para identificar se houve a participação de outras pessoas na suposta ocultação do veículo.
“É necessário verificar se apenas o senhor que levou o carro à oficina agiu sozinho ou se houve auxílio de terceiros. A coleta de provas é fundamental para esclarecer completamente os fatos”, afirmou o advogado.
Enquanto o caso segue em tramitação, familiares e amigos da vítima continuam mobilizados. No dia 22 de fevereiro deste ano, foi realizada uma carreata em Guarapuava em memória de DJ Urso e em busca de justiça. O ato teve início no Parque do Lago e percorreu ruas da cidade, reunindo participantes com faixas, cartazes e buzinaços.
A irmã da vítima, Emanoelly Cristina da Silva, destacou durante a mobilização que a família busca celeridade no processo e responsabilização dos envolvidos. Segundo ela, novas provas reforçaram a identificação do autor.
A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil, e a família afirma que continuará promovendo manifestações até que o caso tenha um desfecho na Justiça.
