Às vezes, sobre as águas sem direção e debaixo do céu, enxergamos luzes que revelam calmarias ocultas — calmarias onde finalmente percebemos nossa capacidade e nosso potencial. Vejo anjos ao redor, guiados por seus mestres. E, como em toda caminhada da vida, precisamos de alguém que nos conduza — até os anjos precisam de mestres.
Quando nos permitimos ser guiados, entendemos a base que se forma sob nossos pés. Quantas vezes a mente impede o coração de enxergar? Sem alicerce e sem a humildade de reconhecer que precisamos de apoio, para onde vamos?
Há uma força maior que nos protege e nos sustenta. Ancorados nela, podemos nos soltar com segurança. E, se tropeçamos, os anjos correm para nos socorrer. Seja em águas calmas ou turbulentas, eles permanecem ali, oferecendo proteção ao lado do Mestre da força maior. E assim, mais uma vez, percebemos a solidez da base onde firmamos nossos passos.
Não podemos esquecer: Jamais estamos sozinhos.
Olhe ao redor, pare por um instante e identifique quem ajudou a construir sua base até aqui. Quem foram? Talvez não tenham sido anjos; talvez tenham sido dificuldades, adversidades ou nossas próprias atitudes. Mesmo assim, se você está aqui, lendo esta coluna hoje, é porque existe uma base — construída, lapidada, consolidada.
E quando caminhamos conscientes disso, as águas se acalmam. O Mestre se orgulha. E nós podemos, enfim, nos tornar anjos na vida de alguém.
