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Quinta-feira, 21 de Maio 2026
Volta do horário de verão? ONS vê risco no fornecimento de energia e sugere retorno
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Volta do horário de verão? ONS vê risco no fornecimento de energia e sugere retorno

Planejamento do sistema elétrico até 2029 alerta para dificuldades no horário de pico e aponta necessidade de medidas emergenciais

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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) voltou a defender o retorno do horário de verão como uma das principais alternativas para enfrentar o risco iminente de sobrecarga no fornecimento de energia durante o horário de pico no Brasil. A sugestão consta no novo Plano da Operação Energética (PEN) 2025-2029, lançado nesta terça-feira (9), que aponta a “degradação das condições de suprimento à ponta” — especialmente no início da noite — como um dos principais desafios do setor.

A preocupação do ONS não é nova, mas ganha contornos mais graves diante do aumento da geração solar, que, embora relevante para a matriz elétrica, não é despachável nem cobre a demanda justamente quando mais se precisa dela: ao anoitecer. Nesse período, conhecido como "rampa de carga", há um crescimento súbito do consumo combinado à queda natural da geração solar.

Durante o período seco de 2025, o ONS prevê a necessidade de acionar usinas termelétricas além das inflexíveis — aquelas que não podem ser desligadas — para evitar desequilíbrios. A adoção do horário de verão, segundo o órgão, pode tornar-se “imprescindível” se as condições de suprimento não melhorarem nos próximos meses.

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Além do horário de verão, o plano recomenda outras ações emergenciais, como:

  • Utilização da reserva operativa das hidrelétricas;

  • Antecipação da entrada em operação de térmicas contratadas em 2021, previstas para 2026;

  • Implementação de mecanismos de resposta à demanda, que preveem compensações a consumidores que reduzirem seu consumo em horários críticos;

  • Preservação de recursos hídricos para o período seco;

  • Realização de leilões anuais de capacidade.

Um leilão de reserva de capacidade previsto para 2024, que poderia aliviar parte do problema, foi cancelado após contestações judiciais. Com isso, as opções disponíveis para o segundo semestre de 2025 ficaram mais limitadas.

O diretor-geral do ONS, Marcio Rea, destacou que a expansão das fontes intermitentes, como a solar, exige um novo tipo de planejamento. “Precisamos cada vez mais de flexibilidade no sistema, com fontes de energia controláveis que possam responder rapidamente à demanda”, afirmou.

O ONS também se posicionou contra a ampliação de térmicas inflexíveis — como as previstas na lei de privatização da Eletrobras — por entender que essas usinas podem gerar desequilíbrios, aumentando a sobra de energia em momentos de alta produção solar.

A decisão sobre a retomada do horário de verão cabe ao governo federal, mas o alerta do ONS ao Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) reforça a urgência do debate sobre alternativas para garantir segurança e equilíbrio no fornecimento de energia elétrica no Brasil.

FONTE/CRÉDITOS: ONS
Alex Chimiloski

Publicado por:

Alex Chimiloski

Repórter com experiencia de mais de dez anos em TV. Atuou em Guarapuava na Rede Humaitá como repórter e apresentador. Redetv Mais, como repórter e apresentador. Jornalismo Digital pela Uniasselvi.

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