A cidade de Guarapuava perdeu, nesta quinta-feira (22), uma de suas mais respeitadas intelectuais: a professora e historiadora Terezinha Saldanha, de 70 anos. Ela faleceu no Hospital São Vicente de Paulo e será sepultada nesta sexta-feira (23), às 8h, no Cemitério Municipal Santa Terezinha. O velório ocorre na Capela Pax Cristo Rei.
Nascida em Guarapuava, filha de Joaquim Saldanha e Aristotelina Neves Saldanha, Terezinha dedicou sua vida à pesquisa, ao ensino e à luta por uma sociedade mais justa por meio da História. Graduada pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) em 1985, instituição onde lecionava como professora adjunta, ela construiu uma trajetória acadêmica marcada pelo compromisso com temas sociais, sobretudo relacionados à condição da mulher na história brasileira.
Em seu mestrado e doutorado, realizados na Universidade Estadual Paulista (Unesp), investigou questões sensíveis e complexas, como a prostituição em Guarapuava no pós-guerra e os crimes de sedução no Brasil entre os anos de 1940 e 1944. Com ênfase em História do Brasil Colônia, Império e República, seu trabalho abordava ainda violência contra a mulher, história das mulheres, ensino de história e a preservação de documentos históricos.
Pesquisadora respeitada e orientadora dedicada, Terezinha Saldanha deixa uma marca profunda na comunidade acadêmica, tendo influenciado gerações de estudantes e contribuído significativamente para os estudos de gênero no Brasil.
A professora era conhecida por sua firmeza intelectual, sensibilidade e paixão pelo ofício de historiadora. Sua partida representa uma perda inestimável para Guarapuava, para a Unicentro e para todos que acreditam na educação como instrumento de transformação social.

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