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Quarta-feira, 20 de Maio 2026
Empresários são condenados por desviar verba destinada a tratamento de menina com câncer raro no Paraná
Justiça

Empresários são condenados por desviar verba destinada a tratamento de menina com câncer raro no Paraná

Fraude de R$ 2,5 milhões atrasou a compra de medicamentos essenciais para Yasmin, de 12 anos; penas somam nove anos de prisão

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Dois empresários foram condenados por desviar cerca de R$ 2,5 milhões em recursos públicos destinados à compra de medicamentos para o tratamento de Yasmin, de 12 anos, diagnosticada com um câncer raro e agressivo do tipo neuroblastoma. A sentença foi proferida no dia 21 de janeiro de 2026, mas o caso veio a público neste domingo (1º).

Segundo o advogado da família, Allan Lincoln, especialista em direito da saúde, as medicações Danyelza e Leukine foram solicitadas judicialmente em abril de 2024. A Justiça determinou o fornecimento e o Governo do Paraná repassou os valores a uma empresa responsável pela importação dos medicamentos. No entanto, mesmo após a decisão liminar, houve demora injustificada na entrega.

Diante da situação, denúncias foram encaminhadas ao Ministério Público do Paraná e à Polícia Civil, que iniciaram as investigações. O processo resultou na condenação de dois dos acusados pelo crime de estelionato. As penas aplicadas somam nove anos de prisão, a serem cumpridos inicialmente em regime fechado. Os empresários estão presos desde agosto de 2024.

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De acordo com a família, a fraude atrasou o tratamento e agravou o sofrimento da criança. O advogado ressalta que a denúncia inicial do Ministério Público também incluía os crimes de colocar a vida ou a saúde de outra pessoa em risco e associação criminosa. Esses pontos, porém, resultaram em absolvição.
“Acredito que a sentença precisa ser reformada para que haja condenação compatível com a gravidade do caso”, afirmou Allan Lincoln.

Caso da criança é considerado complexo

Em entrevista ao portal CGN, a mãe de Yasmin, Daniele Aparecida Campos, relatou que a filha enfrenta risco iminente de morte. Segundo ela, a expectativa era de que a medicação chegasse ao hospital cerca de 15 dias após a decisão judicial, o que não ocorreu.

“A doença não espera. Foi prescrita uma medicação que poderia ser a salvação dela, mas chegou tarde, apenas no final de julho. Eu espero por justiça e por um milagre”, desabafou a mãe.

Yasmin luta contra o neuroblastoma há sete anos. Desde dezembro, ela não consegue mais andar após sofrer uma fratura sem causa aparente, e atualmente faz uso contínuo de medicamentos para controle da dor.

FONTE/CRÉDITOS: Banda B
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Ilustrativa (Pexels)
Alex Chimiloski

Publicado por:

Alex Chimiloski

Repórter com experiencia de mais de dez anos em TV. Atuou em Guarapuava na Rede Humaitá como repórter e apresentador. Redetv Mais, como repórter e apresentador. Jornalismo Digital pela Uniasselvi.

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