A falta de equipamentos de segurança pode ter sido decisiva na tragédia que vitimou dois trabalhadores na tarde dessa terça-feira (18) em Guarapuava. Os operários realizavam a manutenção de um elevador no sétimo andar do Edifício Golden Garden quando a plataforma em que estavam despencou. Segundo o Corpo de Bombeiros, não havia Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) no local, incluindo a linha de vida, dispositivo essencial para evitar quedas.
Profissionais do setor ouvidos pela Gazeta afirmaram que o uso desse equipamento poderia ter salvado as vítimas. A linha de vida é um sistema de segurança que prende o trabalhador a uma estrutura fixa, impedindo quedas fatais. Ela deve ser instalada corretamente e passar por inspeções periódicas para garantir sua eficácia.
Investigação e possível responsabilização
Equipes da Polícia Científica e do Instituto Médico Legal (IML) foram acionadas para perícia e remoção dos corpos. A Polícia Civil disse que a investigação pauta-se nos equipamentos de segurança. Caso não seja constatado durante as investigações, os responsáveis responderão por homicídio culposo.
Histórico trágico no Golden Garden
Este não é o primeiro caso de grande repercussão envolvendo o Edifício Golden Garden. Em julho de 2018, a advogada Tatiane Spitzner morreu após cair da sacada do quarto andar. O caso teve grande impacto nacional e resultou na condenação do então marido da vítima, Luis Felipe Manvailer, por feminicídio.
Agora, o prédio volta a ser palco de uma tragédia, desta vez ligada à segurança no trabalho, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa para evitar novas fatalidades.

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