A Câmara Municipal de Guarapuava deve votar, a revogação do Projeto de Lei 18/2024, que extinguiu mais de 140 cargos comissionados da prefeitura. Aprovada no final do ano passado, a medida foi proposta pelo então prefeito Celso Góes (CDN) com o objetivo de reduzir despesas e reorganizar a força de trabalho municipal.
O projeto, que entrou em vigor no início da atual gestão, permitiu ao novo prefeito, Denilson Baitala (PL), assumir com um quadro reduzido de cargos comissionados, o que foi apresentado como uma iniciativa para tornar a administração mais enxuta, eficiente e transparente. Além da economia de recursos, a redução dos cargos visava valorizar os servidores efetivos, promovendo maior estabilidade dentro da administração pública.
Impactos da extinção de cargos
Apesar das justificativas para a aprovação da lei, a retirada de mais de 140 cargos resultou em dificuldades operacionais em diversos setores da prefeitura. Com menos servidores disponíveis para funções estratégicas, houve sobrecarga para os efetivos, atrasos administrativos e comprometimento na execução de serviços essenciais à população.
Áreas como saúde, assistência social, educação, esporte e comunicação foram especialmente afetadas pela redução de equipes. Segundo a administração municipal, o corte inviabilizou setores fundamentais da gestão, dificultando o andamento de políticas públicas e programas voltados à comunidade.
O que muda com a revogação?
Caso a Câmara aprove a revogação do projeto, a prefeitura poderá restabelecer sua estrutura organizacional e garantir um atendimento mais eficiente à população. De acordo com a gestão de Denilson Baitala, a decisão não representa a criação de novos cargos nem a realização de recontratações em massa, mas sim um ajuste necessário para corrigir os impactos negativos da medida anterior.
A administração municipal reconhece que a decisão pode gerar debates e interpretações divergentes, mas ressalta que a principal preocupação é assegurar que os serviços públicos funcionem de maneira adequada. Segundo a prefeitura, a revogação da lei é uma ação estratégica para evitar que a população continue sendo prejudicada por uma estrutura administrativa limitada.
Além disso, a gestão de Baitala defende que a medida reafirma o compromisso assumido em campanha de manter um serviço público estruturado e acessível para todos. Desde o início do mandato, a equipe do prefeito tem buscado soluções responsáveis para os desafios herdados, respeitando a transparência e a responsabilidade fiscal.

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